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Vigília de Pentecostes acontece neste Sábado em Salvador

A Renovação Carismática Católica da Arquidiocese de São Salvador da Bahia (RCC Salvador) realiza no próximo sábado (08), às 21h a tradicional Vigília de Pentecostes, no Santuário Nossa Senhora da Conceição Aparecida – Imbuí. A edição deste ano terá o tema “Unidos de coração vivemos um novo Pentecostes” (cf. At 2,1-4), proposto pelo Conselho Nacional da RCC. O evento é gratuito e são esperados cerca de 1.500 pessoas, para isso, a organização tem mobilizados os grupos de oração para reunir a família Carismática na Festa de Pentecostes, a primeira grande efusão do Espírito Santo sobre a Igreja, que impeliu os apóstolos à missão.

Se o dia de Pentecostes é de suma importância em toda a Igreja, em nosso movimento tem um valor ainda mais especial. Para o presidente do Conselho Arquidiocesano da RCC Salvador, Elissandro Trindade, a Igreja confiou uma missão para a RCC, fazer com que o Espírito Santo seja conhecido e amado. “Estamos celebrando nestes dias a Novena de Pentecostes nas casas e nas ruas, a fim de que na Vigília possamos fazer essa grande Celebração a Pessoa do Espírito Santo que tudo transforma e dá a vida”.

Ele lembra que todos os grupos de oração e expressões carismáticas da nossa Arquidiocese são convidados para viver o Cenáculo que será a Vigília de Pentecostes. Esperamos reunir toda família Carismática da nossa Arquidiocese.

A Vigília de Pentecostes terá as participações especiais de: o presidente do Conselho Diocesano da RCC de Caetité, Ricardo Santos; a cantora e missionária, Patrícia Ribeiro; o bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador, Dom Marco Eugênio; o assistente Eclesiástico RCC de Salvador, padre Rutinaldo Gonzaga; pároco e Reitor do Santuário Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padre Marcos Ortega.

RENASEM Região Nordeste

Durante a Vigília de Pentecostes haverá a arrecadação de alimentos não perecíveis (ou estáveis) para o Retiro Nacional de Seminaristas - RENASEM Região Nordeste, que em 2019 será em Salvador. O encontro reúne padres, diáconos e seminaristas de todo o Nordeste para viverem a experiência de Pentecostes e reavivar o chamado ao sacerdócio que Jesus os fez.

O Batismo no Espírito Santo é um tema fundamental à vida cristã

“Todas as aulas foram importantes e enriquecedoras ao meu conhecimento, todas muito bem elaboradas e fundamentadas na Sagrada Escritura, na Tradição e no Magistério da Igreja, saliento também que as leituras complementares foram de extrema importância para ampliação dos conhecimentos e reforço do conteúdo estudado”. Assim, Gisélia Souza Giralde, coordenadora do Grupo de Oração Filhos do Céu, da Diocese de Jequié (BA), falou sobre o curso Batismo no Espírito Santo, um curso que tem transformado a percepção de muitas pessoas em todo o Brasil sobre essa importante graça dada pelo próprio Deus à todos que a desejarem.
Em muitos lugares se fala sobre a graça do Batismo no Espírito. Muitas vezes de maneira errônea ou rasa, mesmo sendo ele um tema tão fundamental à vida cristã, especialmente às pessoas que participam da Corrente de Graça: a Renovação Carismática Católica.
Por conta disso, o Instituto de Educação a Distância da RCCBRASIL (IEAD) traz até você um curso que explica de maneira aprofundada, conforme os ensinamentos da Igreja e da Palavra de Deus, tudo o que diz respeito ao “Batismo no Espírito Santo”. O que é? Como acontece? Onde pode ser clamado? Quem o faz/recebe? Por quê? Quando pode ser pedido? (...).
O curso tem por base o Documento do Serviço Internacional da Renovação Carismática Católica (ICCRS), aprovado pelo Vaticano. Ele é um grande potencializador para as atividades do seu Grupo de Oração e para a sua vida cristã!
São onze aulas ministradas por Vicente Gomes (coordenador nacional da Comissão de Formação) e Maria Beatriz Spier Vargas (coordenadora  nacional do Ministério de Pregação, que participou do Colóquio em Roma (2011), com o mesmo tema que deu origem ao Documento organizado pelo Serviço Internacional para a Renovação Carismática Católica-ICCRS).  O curso é em videoaulas, possui leituras recomendadas disponibilizadas em pdf e bibliografia complementar sugerida. A carga horária é de 46h, em média três meses de duração.
Apenas com a taxa de inscrição, o curso não há mensalidades, e fica disponível para acesso de um ano ao conteúdo e realização das atividades. O valor da inscrição é de apenas R$ 90,00, mas todos os participantes que forem indicados por Coordenadores Estaduais, Diocesanos ou de Grupo de Oração da RCC possuem um subsídio formativo de R$ 30,00 como desconto, ficando com o valor final total da inscrição de R$ 60,00.

Confira o tema de cada aula:
Aula 1: Curso Batismo no Espírito Santo
Aula 2: Breve histórico da RCC – Curso Batismo no Espírito Santo
Aula 3: Características e frutos do Batismo no Espírito Santo
Aula 4: Os fundamentos Bíblicos do Batismo no Espírito Santo no Antigo Testamento e no Novo Testamento
Aula 05: Fundamentos Bíblicos do BES
Aula 06: Batismo no Espírito Santo e o Exercício dos Carismas
Aula 07: Reflexão Teológica sobre o Batismo no Espírito Santo a partir da Patrística
Aula 08: Reflexão Teológica do Batismo no Espírito Santo
Aula 09: A Dimensão Institucional e a Dimensão Carismática da Igreja
Aula 10: Questões Pastorais do Batismo no Espírito Santo
Aula 11: Como Orar pelo Batismo no Espírito Santo
O que nossos alunos dizem?
Sobre a aula 07 do curso Batismo no Espírito, que tem como tema “Reflexão Teológica sobre o Batismo no Espírito Santo a partir da Patrística”, a aula Gisélia deixou o seguinte depoimento:

O que as aparições de Nossa Senhora de Fátima dizem ao mundo hoje

Maio é o mês que a Igreja dedica à Nossa Senhora, tempo de cultivar especiais manifestações de piedade à Virgem Maria. Maio também não nos deixa esquecer as aparições de Nossa Senhora em Fátima, cujas mensagens se mostram um verdadeiro chamado à santidade!
Ainda hoje muitos se perguntam: será verdade que Maria veio a nós? Relata a bíblia que Deus precede suas grandes intervenções na história da humanidade com numerosos e variados sinais, serve-se com frequência, de homens para transmitir suas advertências, ou anunciar acontecimentos futuros. Assim foi em relação à vinda de Jesus, a magnitude do fato exigia longa e cuidadosa preparação, em torno do qual gira a história dos homens. Fátima se inclui no mesmo direcionamento.
A palavra de Deus dá base e assegura: quanto mais importante o acontecimento previsto, maior a grandeza dos sinais que o precedem, a autoridade dos profetas que o anunciam e o tempo de espera. Deus, sabiamente, no trato com os homens, se pauta por determinadas regras e raramente abre exceções.As mensagens de Fátima estiveram relacionadas com o momento sociocultural, histórico e político. Problemas econômicos, crise na saúde, o medo das ameaças de guerra, um processo de descristianização da sociedade, o anticlericalismo, o avanço do comunismo e a destruição da família, dão conta que já naquele tempo a situação era altamente calamitosa. É, propositadamente viva para os dias de hoje!
A Virgem em 1917 falou de um futuro sombrio, inclusive os grandes problemas atuais e não falou apenas à Portugal. Exortou todos os homens a oração, a penitência, a conversão de vida! Com insistência materna dirigiu à humanidade um apelo, hoje mais atual do que nunca: “Rezem o terço todos os dias para alcançar a paz para o mundo e o fim da guerra”. Sua mensagem é um sinal de esperança para um mundo destruído pelo confronto e pela discórdia. O pecado hoje, não se considera pecado. O matrimonio, a família e seus fundamentos, a verdade sobre a relação entre o homem e a mulher feitos a imagem e semelhança de Deus, que importância hoje o mundo dá a esta verdade? Irmã Lúcia escreveu em carta ao Cardeal Caffarra: "O confronto final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre a família e sobre o matrimônio".
Tem saída para a crise moral na qual a humanidade hoje está imersa? O que Fátima tem a ver com a Revolução Russa e as duas guerras mundiais? Por que João Paulo II não morreu assassinado? Poderia a mensagem de Fátima nos dar chaves sobre o nosso futuro? Não se pode negar os efeitos de Fátima, o colapso do Império Soviético, também toda uma cadeia de coincidências que ligam os pedidos e as previsões da Virgem para o século XX e a esta parte do séculoXXI. A revolução comunista e a expansão dos erros da Rússia, com os quais sofremos ainda hoje: Coréia do Norte ou a Venezuela são exemplos. Foi profetizada a Segunda Guerra Mundial, o ataque a João Paulo II, a previsão da Terceira Guerra Mundial, que poderia ter sido nuclear, e evitada pois o Papa fez a Consagração ao Imaculado Coração de Maria.
Hoje, como a 102 anos atrás a resposta é a mesma: arrependimento dos pecados e obedecer à vontade de Deus. A renovação espiritual e conversão contínua, a luta pela santidade na mortificação dos sentidos, o jejum, torna a oração fervorosa, dá força interior para resistir ao pecado e ao desapego de preocupações mundanas, liberta o coração de vaidades terrena. A busca da santidade proporciona clareza de pensamento e o discernimento do que é sagrado e o que não é. Um verdadeiro chamado à santidade!
"Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido".
Maria Ocilene Ferreira Rodrigues
Grupo de Oração Raizes de Jessé
Coordenadora Estadual da RCC Amazonas

Muitos Grupos de Oração já estão participando dessa partilha. E o seu?

Grupos de Oração de todo o Brasil já estão participando da Campanha Pentecostes em Partilha, que visa fazer com que cada Grupo colabore com a  RCCBRASIL com uma doação de R$50,00. Uma ajuda extra e necessária para a manutenção do Escritório Nacional e das demais atividades de evangelização do Movimento em nosso país.
E o seu Grupo de Oração, já está se organizando para essa partilha?   Ninguém pode ficar de fora, afinal, a unidade e comunhão fraterna é uma das principais características do Movimento. Essa comunhão possibilita muitos frutos para toda a RCC. Ao colaborar e fazer parte dessa partilha, além de manifestar seu amor pelo Movimento, seu Grupo também experimenta o grande poder da providência que age a partir da partilha entre irmãos.
No estado do Amazonas, por exemplo, a diocese de Manaus e a Prelazia de Tefé já iniciaram as contribuições já no mês de março. Segundo a coordenadora estadual Maria Ociliene, participar dessa campanha é importante para o Brasil, mas também para o estado. “A importância da nossa contribuição está fundamentada na cultura de Pentecostes. Partilhar é a forma mais concreta de solidariedade”, testemunhou. A coordenadora explicou que logo após o ENF (que aconteceu em janeiro de 2019), a liderança do estado começou a divulgar e incentivar os coordenadores nas reuniões. Por isso, alguns coordenadores diocesanos já fizeram o depósito a partir de março e outros estão providenciando.
Seja você e seu Grupo de Oração também instrumento dessa partilha!  Ajude e seja RCC em todas as necessidades e atividades do Movimento. Doe, compartilhe seu amor pela RCCBRASIL! Toda a família carismática é convidada a participar, confiando na providência de Deus e contribuindo para que ela aconteça.
O depósito pode ser feito na conta:
Caixa Econômica Federal:
Ag.:2003 Op.: 003 Cc.: 1299-4
CNPJ: 00.665-299/0001 | Razão Social: Escritório Administrativo da Renovação Carismática Católica do Brasil  
Os comprovantes podem ser enviados para  pentecostesempartilha@rccbrasil.org.br com o assunto “Pentecostes em Partilha”, contendo na mensagem o nome do Grupo de Oração, Diocese e Estado.

Para mais informação e para baixar o material de divulgação do projeto clique aqui.

Fórum para famílias reúne fieis na Igreja da Lapa em Salvador


No dia 05 de maio, o Ministério para as famílias da RCC promoveu o Fórum para as Famílias. O encontro aconteceu na Igreja Nossa Senhora da Lapa, em Salvador e teve aproximadamente 200 participantes. O encontro teve como tema “Famílias, caminhem como filhos da luz” (Ef 5, 8-14) e iniciou com o terço da Sagrada Família e teve como motivação a passagem de Oséias 4, 1-6, que fundamenta a importância da formação para as famílias.


Figura 1 - Entronização da Imagem da Sagrada Família

Na parte da manhã, o padre Rafael Cerqueira (Doutor em Ciências do Matrimônio e da Família) ministrou palestras com os seguintes temas: Família, projeto de Deus e Família católica: transformações das relações familiares na atualidade. Manuela Costa (Rede Nacional em defesa da vida e da família) apresentou o projeto Sentido do Nascer.



Figura 2 - Manuela Costa do Projeto Sentido do Nascer

Ao final da manhã, o presidente do Conselho arquidiocesano da RCC Salvador, Elissandro Trindade, e outros palestrantes da manhã participaram de uma mesa redonda e respondeu questões dos participantes do evento. Por fim, o Ministério para crianças e adolescentes realizou uma apresentação que teve como tema “Maria, nossa mãe”.


Figura 3 - Apresentação Ministério para crianças e adolescentes

Além das palestras, ocorreram workshops ministrados por Pe. Rafael Cerqueira, Pe. José Vieira (Vigário Judicial do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano e de Apelação de Salvador), Josevaldo e Rosenilde (coordenadores da missão Casa de Maria); e Anete Marçal (psicopedagoga e Coordenadora do Ministério de Formação RCC Salvador). O Fórum finalizou com a santa Missa presidida pelo Padre Rutinaldo, que é o assistente eclesiástico da RCC Salvador.

Keyla S. Santos
Ministério de Comunicação Social


RCC Salvador realiza o I Fórum para as famílias

O I Fórum para as famílias, organizado pela Renovação Carismática Católica da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, acontece no dia 05 de maio, das 8h às 17h30, na Igreja Nossa Senhora Conceição da Lapa. O objetivo do encontro é abordar sobre diversas temáticas a respeito da família, através de palestras, workshops, painel e mesa redonda, finalizando com a Santa Missa.

As palestras centrais terão duas temáticas: Família: projeto de Deus; e Família católica e transformações das relações familiares na atualidade. Além disso, quem participar do Fórum poderá escolher,no ato da inscrição, entre os seguintes workshops: Sexualidade Matrimonial; Método de Ovulação Billings; Casais de Segunda União e o processo de nulidade; Educação dos filhos

O Fórum contará com a presença de Dom Marco Eugênio, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia; Pe. Rafael Cerqueira Fornasier, Doutor em Ciências do Matrimônio e da Família, Diretor Executivo da Seção Brasileira do Pontifício, Professor da Universidade Católica do Salvador, sacerdote da Arquidiocese de Niterói-RJ e membro da comunidade Emanuel; Pe. José Vieira, Vigário Judicial do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano e de Apelação de Salvador; Josevaldo e Rosenilde, Coordenadores da Missão Casa de Maria; Anete Marçal, Psicopedagoga e psicoterapeuta, e Coordenadora do Ministério de Formação da RCC Salvador; Manuela Costa, Membro do Projeto Raquel, Rede Nacional em defesa da vida e da Família e dos apóstolos do Santo Rosário. 

**Teremos também o Ministério para as Crianças e Adolescentes que promoverá o Cenáculo com Maria**

O valor da inscrição para o evento é de R$ 10. O interessado em participar deve entrar em contato através do telefone (71) 9.8847 – 4970 // (71) 9.9130 – 5623 ou por e-mail: mpf.ssa@gmail.com.

Keyla Santos
Ministério de Comunicação Social da RCC Salvador

Reze com a segunda reflexão da campanha de oração do CHARIS

Em nossa jornada de preparação espiritual para o Pentecostes de 2019, já refletimos sobre a importância da oração para receber o Espírito Santo. Nesta segunda reflexão, meditaremos sobre a importância da conversão.
No Evangelho a palavra conversão se apresenta em dois contextos diferentes e é dirigida a duas categorias diversas de ouvintes. A primeira é dirigida a todos, a segunda àqueles que já haviam aceitado o convite à conversão e estavam neste processo por algum tempo. Vamos mencionar a primeira apenas para entender melhor a segunda que é mais interessante para nós, neste momento pelo qual passa a Renovação Carismática Católica. A pregação de Jesus começa com as palavras programáticas:
"Completou-se o tempo e o reino de Deus está próximo: fazei penitência e crede no Evangelho" (Mc 1,15).
Antes de Jesus, a conversão sempre significava um “retorno” (a palavra hebraica, shub, significa reverter o curso, refazendo os passos de alguém). Indica o ato de alguém que, em um certo momento da vida, percebe que está “fora do caminho”. Então ele para, reflete e decide retornar à observância da lei e retomar a aliança com Deus, fazendo uma verdadeira “inversão de direção”. A conversão, neste caso, tem um significado fundamentalmente moral e sugere a ideia de algo doloroso para realizar: mudar os costumes.
Este é o significado usual de conversão nos lábios dos profetas, até e incluindo João Batista. Mas nos lábios de Jesus esse significado muda. Não porque ele gosta de mudar os significados das palavras, mas porque, com a sua vinda, as coisas mudaram. “Completou-se o tempo e o Reino de Deus chegou!” A conversão não significa voltar à antiga aliança, à observância da lei, mas significa, sobretudo, dar um passo adiante e entrar no reino, agarrando-se à salvação dada aos homens gratuitamente por livre e soberana iniciativa de Deus.
Conversão e salvação invertem de posição. Não mais primeiramente a conversão e depois, como consequência, a salvação, mas ao contrário: primeiro a salvação, e depois como exigência desta, a conversão. Não mais: convertei-vos e o Reino estará entre vós, o Messias virá, como os últimos profetas haviam dito, mas: arrependei-vos porque o reino veio, está entre vós! Converter é tomar a decisão que salva, a “decisão da hora”, como as parábolas do reino a descrevem.
“Arrepender-se e acreditar” não significa, portanto, duas coisas diferentes e sucessivas, mas a mesma ação fundamental: convertei-vos, isto é, crede! Convertei-vos, crendo! Tudo isso requer uma verdadeira “conversão”, uma profunda mudança na maneira de entender o nosso relacionamento com Deus. Ele pede para passar da ideia de um Deus que pede, ordena, ameaça, para a ideia de um Deus que vem com as mãos cheias para nos dar tudo. É a conversão da “lei” para a “graça” que era tão cara a São Paulo.
Vamos agora ler o segundo contexto no Evangelho, no qual se fala de conversão: “Neste momento os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: Quem é o maior no reino dos céus? Jesus chamou uma criancinha, colocou-a no meio deles e disse: em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas não entrareis no reino dos céus”(Mt 18, 1-4).
Desta vez, sim, essa conversão significa voltar, olhar para trás quando se era criança! O verbo usado, strefo, indica reversão. Esta é a conversão daqueles que já entraram no Reino, que já acreditam no Evangelho, que há muito tempo estão a serviço de Cristo. É a nossa conversão, de nós que temos participado durante anos, talvez desde o começo, da Renovação Carismática!
O que aconteceu com os apóstolos? O que a discussão sobre quem é o maior sugere? Que a maior preocupação não é mais o reino, mas o lugar que nele eu ocupo. Cada um deles tinha algum título para aspirar ser o maior: Pedro recebera a promessa da primazia, Judas cuidava do dinheiro, Mateus podia dizer que havia deixado mais coisas que os outros, André que tinha sido o primeiro a segui-lo, Tiago e João que haviam estado com Ele no Tabor... Os frutos dessa situação são óbvios: rivalidade, suspeita, confronto, frustração.
Voltarem a ser como crianças para os apóstolos, significava retornar ao que eles eram no momento do chamado nas margens do lago ou na mesa coletando impostos: despretensiosos, sem títulos, sem comparações entre eles, sem inveja, sem rivalidades. Ricos apenas de uma promessa (“Eu farei de vós pescadores de homens”) e de uma presença, a de Jesus, voltando ao tempo em que eles ainda eram companheiros de aventura, não competidores em busca do melhor posto. Para nós também, o sermos como crianças significa retornar ao momento em que, pela primeira vez, fizemos uma experiência pessoal com o Espírito Santo e descobrimos o que significa viver sob o senhorio de Cristo. Quando dizíamos: “Jesus nos basta!” E nós acreditávamos nisso.
Fico impressionado com o exemplo do apóstolo Paulo descrito em Filipenses 3. Após fazer a experiência de Jesus como seu Senhor, ele considerou todo o seu passado glorioso como perda, lixo, a fim de ganhar a Cristo e exercer a justiça derivada da fé nele. Mas, um pouco mais adiante, ele sai com esta afirmação: “Consciente de não tê-la ainda conquistado, só procuro isto: prescindindo do passado e atirando-me ao que resta para frente’ (Fp 3, 13). Que passado? Não mais de fariseu, mas de apóstolo. Percebeu o perigo de se ver com um novo ‘eleito’, possuidor de uma ‘justiça’ própria, derivada do que ele fizera a serviço de Cristo. Ele redefine tudo com essa decisão: ‘Eu prescindo do passado, e me atiro para o futuro”.
Como não podemos ver em tudo isto uma lição preciosa para nós da Renovação Carismática Católica? Um dos muitos slogans que circularam nos primeiros anos da Renovação – uma espécie de grito de guerra – era: “Restituindo o poder a Deus!” Talvez ele tenha sido inspirado no verso do Salmo 67, 35 “Reconhecei o poder de Deus!”, que na Vulgata foi traduzido como “Restituir (reddite) a Deus o seu poder”. Durante muito tempo, considerei essas palavras como a melhor maneira de descrever a novidade da Renovação Carismática. A diferença é que antes eu pensava que este clamor era dirigido ao resto da Igreja e nós éramos aqueles que estavam encarregados de fazê-lo ressoar; agora penso que se dirige a nós que, talvez sem perceber, nos apropriamos em parte do poder que pertence a Deus.
Em vista de um novo recomeço desta corrente de graça chamada Renovação Carismática, é necessário ‘esvaziar os bolsos’, redefinir-se, repetir com profunda convicção as palavras sugeridas pelo próprio Jesus: “Somos servos inúteis. Fizemos o que tínhamos que fazer” (Lc 17,10). Faça o propósito do Apóstolo: “Eu prescindo do passado, e me lanço para o futuro”. Vamos imitar os “vinte e quatro anciãos’ do Apocalipse que ‘depunham suas coroas diante do trono” e proclamavam: “Tu és digno, ó Senhor nosso Deus, de receber glória, honra e poder” (Ap 4, 10-11).
A palavra de Deus dirigida a Isaías é sempre atual: “Eis que faço obra nova: a qual já surge, não a vedes?” (Is 43, 19). Bem-aventurados somos nós se permitirmos que Deus faça a obra nova que ele tem em mente agora para nós e para a Igreja.
Minha sugestão para este tempo de oração: repetir várias vezes durante o dia uma das invocações dirigidas ao Espírito Santo na Sequência de Pentecostes, aquela que corresponde a sua maior necessidade:
Ao sujo, lavai.
Ao seco, regai,
curai o doente.
Dobrai o que é duro,
guiai no escuro,
o frio aquecei.
Pe. Raniero Cantalamessa, O.F.M Cap.
Assistente eclesiástico do CHARIS

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